quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

ponto de situação


Uma coisa que me tem tirado o tempo, o sono, o blogue e passeios na minha bicla nova: o ciclo de cinema do congresso de jornalistas, e o próprio do congresso, claro.

Bicla, pois é. Tive o Natal de uma criança, impunha-se um enorme presente, daqueles que não se esperam e que não se embrulham.


terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Minha querida Lucy,
Comecei a escrever esta história para ti sem me lembrar que as meninas crescem mais depressa do que os livros. (...) Mas um dia virá em que, muito mais velha, voltarás a ler contos de fadas.


Devo ter atingido esta maturidade para os contos de fadas, espero que sim. A dedicatória de C. S. Lewis à afilhada Lucy Barfield pareceu tão certeira na releitura de “As crónicas de Nárnia”, que tenho fundadas expectativas de que sim. E para estas concorreu também o prazer e a surpresa com “De sete em sete”, de Holly Goldberg Sloan.

Fábula para uma resistência ao Trumpismo, sobre o amor ao conhecimento, a adversidade e as pessoas que nela encontramos. A heroína encontrou a bondade de estranhos numa família vietnamita, num motorista de táxi mexicano e num psicólogo escolar a precisar de toda a ajuda que lhe pudessem dispensar. Da Califórnia liberal para o mundo e tão Disney quanto seria de desejar.



quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Berlim


Este ano infeliz para o mundo quis ser o ano mais feliz da minha vida. Sim, sim, estou a medir bem as palavras. Em novembro tentei conciliar a maior derrota político-cívica que me foi infligida com uma sucessão de vitórias pessoais. Fiz como sempre - a ler livros, ver filmes, correr, fazer yoga - , mas contando agora com o que não tive sempre. Não se evitaram semanas depressivas, entre o querer e o não querer perceber a eleição de Trump. Parecia 1933. Parece 1933.

Os Parov Stelar estão confirmados para um festival em 2017. Em setembro estava em Berlim num restaurante tailandês a comer uma refeição memorável – e foram algumas só este ano -, e ouvia-se o “Booty Swing”. A canção simples e feliz, com sonoridades dos anos 1920 e início dos anos 1930, que voltei a ouvir hoje, solta uma gargalhada berlinense de tempos felizes, os que vivi e o que outros viveram antes de outros terrores. Contra o terror, não somos já os mesmos mas somos ainda os mesmos. É esse núcleo sem medo que nos querem tirar. Só que nesse lugar mesmo no centro do amor ouve-se “Booty Swing” e estamos todos a dançar. Num cabaré berlinense. Numa discoteca de seis pistas. 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

portátil #2

Os amigos a reivindicar um lugar na minha história, com toda a propriedade, e eu a ter de explicar que nem todos - quase nenhuns - chegaram ao palco do Tivoli?

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

portátil


Digamos que me acho intimada a atualizar decentemente este blogue, que a tese de mestrado – lá está, brilhantismo - e os dias cheios puseram em espera. Se há coisa que gosto é de contar histórias e ouvir histórias. Sejam conversas alheias no metro, as novelas da Globo (“Roque Santeiro”, sempre) ou literatura russa.
Quando se começa uma história ela torna-se especial, logo ali no dizer da partilha. Não é preciso ter pais que se conheceram em Moscovo.

É isto que o genial coletivo - ah, a coletivização – Porta dos Fundos encarna no espetáculo “Portátil”. Todas as histórias são especiais. Eu ganhei uma grande história para contar aos meus filhos. 


domingo, 23 de outubro de 2016



                              O novo Almodovar é grego. Grego antigo na Galiza. Gostei muito, muito.