domingo, 31 de julho de 2016

nightswimming

As férias foram incríveis. Como tudo o que é incrível, não sei se vai dar para escrever. Isso e estar inundada de trabalho, sempre a fintar a vontade de me entregar a coisas sérias como ir à praia, ler o último Pisón, finalmente meu, em edição de bolso numa livraria das Edições Paulinas em Santiago de Compostela. E se é verdade que continuo preocupada com prazos e, em geral, com a possibilidade de estar a escrever uma coisa medíocre,  o que me faz perder ainda mais tempo de olhar tristonho a ver trash tv e a comer salsinhas de soja (continuo sem fumar aka a engordar), continuo a sorrir. Tudo isto equivale mais ou menos a dizer que me ocorrem à mente coisas ótimas. Partilho uma: "Automatic for the People", dos REM, é dos melhores álbuns que já existiram e que sorte eu tenho de o ter ouvido repetidamente quando saiu, em 1992.

terça-feira, 28 de junho de 2016

flores bordadas em ganga, para quando o regresso?


Lembrar-me que já se usaram calças de ganga de cintura subida, pela canela e com flores bordadas (e que metade desta tendência está de volta), faz-me pôr tudo em perspetiva, o que inclui o Brexit. Sendo assim, e estando em burnout público e notório, tenho a felicidade de poder ir de férias. A última oração existe totalmente desprovida de ironia mas como está mal acompanhada achei por bem explicitar.

sexta-feira, 17 de junho de 2016


"Uma nova amiga", de François Ozon

Há tantas camadas, disseram-me depois do filme. Bem-aventurados os que estão em contacto com elas, disse eu.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

perspetiva

"So beyond the horror we feel at the moment, I feel the true answer lies in a new sense of affinity with all other persecuted LGBTQ people and their allies across the globe. The fight for justice has only just begun, and the Orlando massacre is a staunch reminder of how brutal that battle will inevitably be. But as Oscar Wilde said, 'The mystery of love is greater than the mystery of death,' and we certainly have love on our side."

Rufus Wainwrigth à Rolling Stone.


quarta-feira, 15 de junho de 2016

todos os nomes

As palavras são mesmo muito importantes. Até aquelas que foram escritas e proferidas de forma retardada para conterem tudo o que interessa são muito importantes. Mesmo com ligeiro atraso, é importante chegar-se ao lado certo da História com as palavras que lhe dão acesso. Não são todos como o presidente Obama que disse tudo o que havia a dizer logo no dia em que foram mortas mais de 50 pessoas numa discoteca gay em Orlando.
As palavras são mesmo muito importantes. Adorava não ter acordado, mais uma vez, a meio da noite com as palavras ‘mass shooting’ na cabeça. Assim mesmo, em inglês. E não me digam para não rezar por Orlando, porque isso é meterem-se com a minha liberdade religiosa. Rezar pela comunidade LGBT de todo o mundo e pelas vítimas de Orlando é só uma das coisas que faço, felizmente para mim, que posso. 


domingo, 12 de junho de 2016