terça-feira, 22 de dezembro de 2015



Em 2015 terei aprendido imensas coisas. Como tal, não consigo dizer nada. Que a força esteja connosco, que não desistimos da luz.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

“Não só uma canoa, canoas. E uns vários aviões espalhados. Não é como se alguém pudesse culpá-la pelo complexo de cidade-dormitório que a persegue. Até porque toda a capital pede, por definição, uma órbita de cidades-satélites. A síndrome de cachorro de rua acompanha: a eterna pergunta do que é ser um cidadão daquela cidade. Em São Leopoldo, são descendentes de alemães. Em Porto Alegre, o centro do universo, mas e ali?
A cidade que era um espaço vazio ganha um trilho de trem, e assim ela vira uma Cidade. E o que une as pessoas é um trilho de trem que concomitantemente a divide. Depois, uma rodovia, com a mesma função. Dois riscos quebrando a cidade no meio, forçando passarelas, ligações e pontes.
Não é como se alguém pudesse culpar uma pessoa específica, o prefeito, o governador, o presidente, o tio da padaria. É assim que as coisas são. As demandas – as necessidades – das pessoas tornam a cidade o que ela é. O que as pessoas realmente usam na cidade, encontram.
A cidade não pode narrar sua versão dos fatos. A cidade não pode dizer que os benefícios que ela traz são apenas tarefa cumprida, enquanto os problemas são problemas. Não pode insistir no fato de que resistiu a duas enchentes. Não é como se alguém pudesse culpar a cidade em si pelo seu símbolo ser um avião, e o nome ser canoa”.


Luisa Geisler, “Luzes de emergência se acenderão automaticamente”, Alfaguara, Rio de Janeiro.


quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015


"Montanha", de João Salaviza

Se há tanta mentira contada impunemente sobre a infância ela só ilumina a manifestação das verdades de crescer.  

segunda-feira, 23 de novembro de 2015




Viver junto ao mar permite desmentir mitos marítimos, como a expressão sobre as gaivotas em terra. Podem até antecipar a tempestade, mas depois dela juntam-se na areia, como em espelho, um bando em terra como no ar. E acontece sempre na manhã soalheira depois de chover, naquele tempo para a reconciliação das coisas.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

se o prédio tivesse 30 andares


... chegaria ainda mais tarde ao que importa. Depois do relativo atraso em namorar a poesia de Matilde Campilho, muito depois do 'show' em Paraty, ouvi a voz da poeta. Diz uma crónica de Gregório Duvivier sob uma ilustração de Mariana Soares e será um bom remédio para tomar antes de dormir. Ou não.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

UM PORMENOR DE PIERO DELLA FRANCESCA

A forma de sinceridade requerida
é a mais extrema pobreza:
pela neve sem vincar rasto
sempre caminhou
aquele que busca um amor


José Tolentino Mendonça, “De igual para igual”, Assírio e Alvim