Refugiados na estação de Keleti, Budapeste. Fotografia de Istvan Zsiros.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Viver junto ao mar permite desmentir mitos marítimos, como a
expressão sobre as gaivotas em terra. Podem até antecipar a tempestade, mas depois
dela juntam-se na areia, como em espelho, um bando em terra como no ar. E acontece
sempre na manhã soalheira depois de chover, naquele tempo para a reconciliação
das coisas.
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
se o prédio tivesse 30 andares
... chegaria ainda mais tarde ao que importa. Depois do relativo atraso em namorar a poesia de Matilde Campilho, muito depois do 'show' em Paraty, ouvi a voz da poeta. Diz uma crónica de Gregório Duvivier sob uma ilustração de Mariana Soares e será um bom remédio para tomar antes de dormir. Ou não.
terça-feira, 17 de novembro de 2015
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
está tudo ligado, mesmo
“A ironia trágica é ter 70% dos agricultores do mundo com fome. E a maioria são mulheres. Podemos dizer que a maioria das pessoas que alimentam o mundo têm fome e são mulheres”, Eric Holt-Gimenez, presidente da ONG Food First, em entrevista ao Público.
Tive um pai que me repetia à exaustão que tudo é político, acabei por perceber que ele tinha razão quando entendi também que sabê-lo é pouco. Agora julgo que sei: tudo é feminismo. E tantas outras coisas todas juntas.
Tive um pai que me repetia à exaustão que tudo é político, acabei por perceber que ele tinha razão quando entendi também que sabê-lo é pouco. Agora julgo que sei: tudo é feminismo. E tantas outras coisas todas juntas.
domingo, 15 de novembro de 2015
dentes de leite
Recolho da estante com inevitável solenidade o livro para emprestar. Querer dar sendo nosso. Por isso se empresta pouco e
se diz que os livros já não voltam os mesmos. Só não voltam os
mesmos se correr bem, isso já se diz menos. Na secção dos espanhóis é o segundo. O primeiro são “Os girassóis cegos”,
quatro histórias, quatro derrotas. A guerra. “Dentes de Leite” foi o segundo
romance em castelhano que li. Comprado com “Os girassóis cegos” na mão, ainda
no início, em Segóvia, numa livraria sonhada. O livreiro de sorriso diligente,
conversador com moderação sobre o que lhe pedia, literatura da Guerra Civil. A
Guerra de Espanha. Ali, perto do local em que se passa “Por quem os
sinos dobram”.
Na capa uma criança
pequena vestida de fascista italiano faz a saudação romana. Procuro as marcas e
não estão lá. Nem a data, que sempre ponho, nenhum sublinhado. Nada, a não ser
uma rúbrica a atestar a propriedade e um eventual marcador: um bilhete do
Cine-Casino Paraíso Nazaré. Plateia, 3 euros, taxa de IVA incluída a 5%, a data
com o dia impercetível do mês sete do ano de 2002. O caminho que fez para ali
chegar toma outra volta, separo o bilhete do livro, sabendo que os anos que
separam a Nazaré de Segóvia, de Hemingway, de Mendez e de Pisón não existem. Como não existem
sublinhados a lápis para me dizer onde olhar anos depois quando tiro o livro da
estante para não ser só meu. E agradeço também a ausência de notas à margem e
toda a alvura da palavra impressa em Barcelona. Como num verso que falte a “Futuros
Amantes”, o livro que um dia escolhi para ti.
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