Madrid, junho de 2015
quinta-feira, 25 de junho de 2015
terça-feira, 23 de junho de 2015
"As tuas cartas têm vindo breves, lacónicas, porquê? As minhas já te fatigam? Se assim fôr, não as rasgues, - devolve-as e não as leias. Recebo-as com esta calma que me veio desde que penso que me foges. Rasgá-las, não. Ao rasgarmos cartas de amor alguma coisa de duas almas se destrói e se perde irremediavelmente".
“Cartas devolvidas”, em As canções de António Botto, primeiro volume
das obras completas, 1941, Bertrand, Lisboa.
quarta-feira, 3 de junho de 2015
swedish do it better
"Sou curiosa" e "Continuo a sercuriosa", de Vilgot Sjöman
Um filme desdobrado em dois tomos coloridos, o azul e o amarelo da bandeira sueca, um documento que (mesmo que não queira) é também monumento. Para ver no Nimas por estes dias.
terça-feira, 2 de junho de 2015
I will
Caitlyn Jenner, fotografada por Annie Leibovitz. Caitlyn viveu anteriormente como Bruce Jenner, atleta olímpico norte-americano, celebrizado nos últimos anos por ter sido padrasto de Kim Kardashian.
sexta-feira, 29 de maio de 2015
"Some like it hot", de Billy Wilder (1959)
E por falar em não subestimar o passado. Teremos sempre Billy Wilder.
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Greta Garbo em "Rainha Cristina", de Rouben Mamoulian.
Ando treinada para detetar o
anacronismo e fugir dele, e fiquei ainda mais pasmada perante um filme como “Rainha Cristina”, de Rouben Mamoulian, protagonizado por Greta Garbo. O filme é de
1933. Verifiquei e voltei a confirmar, como se o preto e branco não fosse
suficiente. Como se Garbo não fosse suficiente. A modernidade do filme é esmagadora.
Nem me refiro ao beijo na boca que a Rainha dá à sua aia, um piscar de olho que
se podia ficar pelo subtexto, pela alusão, mas sobretudo à representação da
mulher. Mesmo hoje a representação no Cinema de tal força, independência e inteligência
numa mulher é rara, demasiado rara. “Rainha Cristina” inquieta-nos a todas. Não
é só por constatarmos a persistência de determinadas representações das
mulheres, este filme avisa-nos a não subestimar o passado. Não só o passado
onde se encontra a rainha sueca, a que existiu efetivamente, abdicando do trono
em 1654, mas o facto de em 1933 ter sido possível a um grande estúdio fazer aquele
filme. Em 1933 mulheres de todo o mundo viram aquela mulher. Que a vejam hoje,
outra vez e outra vez.
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